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Na comunidade de Urucureá, às margens do Rio Arapiuns (PA), o fazer das peças começa muito antes do trançado. Ele parte de um conhecimento que vem sendo passado ao longo do tempo, compartilhado entre mulheres que trabalham juntas e mantêm uma relação cuidadosa com a floresta.
Tudo começa com a palha do tucumanzeiro, coletada de forma controlada. Depois disso, vem um processo paciente: secar, abrir, cortar em tiras e tingir as fibras com pigmentos naturais que vêm de raízes, folhas e sementes.
Os grafismos, em zigue-zague, aparecem com precisão e ritmo. Para que o desenho se mantenha alinhado, é preciso atenção constante à tensão das fibras. Diferente de outras produções amazônicas, onde o desenho pode ser mais solto, aqui ele segue uma lógica mais rigorosa, quase como um padrão que se repete com cuidado.
Entre essas peças, as mandalas cirandas ocupam um lugar especial. Elas falam sobre união. Sobre as mulheres, as comunidades e o próprio cooperativismo que sustenta esse fazer coletivo. Nos grafismos coloridos, aparece também o que cada uma imagina a partir da natureza ao redor. Podem surgir referências a grafismos indígenas, a formas da biodiversidade, a desenhos que nascem da observação do dia a dia.
No fim, a arte se revela em objetos utilitários, como cestos e recipientes, que se destacam pela clareza do desenho, pelo uso sensível das cores naturais e por uma consistência técnica que marca a produção de Urucureá dentro do artesanato amazônico.
Peça feita à mão. Por ser artesanal, esta peça pode trazer pequenas variações de cor, textura e tamanho.
Ficha Técnica
| Altura | 25 cm |
| Largura | 46 cm |
| Técnica utilizada | Trançado |
| Local | Santarém-PA| Brasil |
