O povo Kadiwéu vive na Terra Indígena localizada no município de Porto Murtinho, na divisa com o Paraguai, a mais de 300 km de Campo Grande (MS).
Quando a gente olha para um grafismo indígena, à primeira vista pode parecer apenas um desenho bonito. Mas ele nunca é aleatório, os traços, muitas vezes delicados, carregam história e significado.
No caso dos Kadiwéu, os grafismos seguem padrões geométricos organizados com simetria, repetição e espelhamento. É comum ver o mesmo desenho “invertido” do outro lado, criando um equilíbrio visual muito próprio. Essa linguagem aparece tanto na cerâmica quanto nas pinturas corporais.
As cores vêm de areias naturais do próprio território, então cada tom tem uma relação direta com a paisagem. Em alguns casos, é usada uma resina vegetal que cria um acabamento levemente “envernizado”, ainda assim totalmente natural.
Esse sistema visual foi estudado por pesquisadores como Claude Lévi-Strauss e Darcy Ribeiro, interessados na complexidade dessa forma de organização.
No fim, não é só sobre o que se vê. É um conjunto de escolhas que envolve forma, repetição e matéria, um sistema de pensamento que se revela aos poucos, conforme a gente olha com mais tempo.
Peça feita à mão. Por ser artesanal, esta peça pode trazer pequenas variações de cor, textura e tamanho.
Ficha Técnica
| Altura | 7 cm |
| Largura | 12 cm |
| Técnica utilizada | Escultura em Argila |
| Local | Porto Murtinho-MS| Brasil |
