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A literatura de cordel nasceu da tradição oral e ganhou corpo nos folhetos vendidos em feiras, especialmente no Nordeste do Brasil. Eram histórias rimadas, impressas em papel simples, que encontravam força na palavra falada e no encontro com quem passava. Falavam do cotidiano, do amor, da bravura, da fé. Falavam da vida como ela é e como também pode ser.
Junto dos versos, vinham as imagens. Feitas a partir da madeira talhada, elas ajudavam a contar a história antes mesmo da leitura começar. Havia ali traço, gesto e tempo.
A xilogravura é a técnica que dá forma a essas imagens. O artista desenha em uma base de madeira, talha o que deve permanecer em branco e preserva o que receberá tinta. Depois, passa a tinta manualmente e imprime no papel, folha por folha.
Um processo artesanal, feito de repetição e cuidado. Cada impressão carrega pequenas diferenças e é justamente aí que mora sua beleza.
Entre os grandes nomes dessa tradição está o pernambucano J. Borges. Ele não apenas ilustrou cordéis, como também escreveu muitos deles.
Hoje, seus filhos seguem o legado do pai e produzem obras em que cada imagem continua contando uma história.
Uma memória.
Uma paisagem.
Um jeito de ver o mundo contemporâneo.
Ficha Técnica
| Altura | 17 cm |
| Largura | 17 cm |
| Profundidade | 3 cm |
| Técnica utilizada | Xilogravura impressa em azulejo |
